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Ao Nang, Krabi, em época de monções

  • 8 de Julho, 2015
  • João
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Depois de uma horita de vôo com alguma turbulência chegámos ao aeroporto de Krabi. Gostámos da Nok Air! Além de muito barata, o pessoal do check-in é muito prestável, o avião saiu à hora marcada, as hospedeiras são simpáticas e os aviões são novos.

No terminal 2, por 150Baht cada, apanhámos o autocarro que faz a ligação entre o aeroporto e as várias cidades costeiras, e até nos perguntaram qual era o nosso hotel para nos deixarem quase à porta! O nosso destino era o AliSea Boutique Hotel em Ao Nang, na província de Krabi. De todos as cidades possíveis, esta foi a escolhida porque do que lemos e ouvimos de pessoas que já cá tinham vindo, é muito menos turística e cara que Phuket, é mesmo ao lado da famosa Railay Beach e tem ligação às várias ilhas do Mar Andaman, como por exemplo as Phi Phi, se eventualmente quisermos dar lá um salto.

E o hotel…já que estamos na parte “férias” das férias, o hotel tinha de ser melhor que o normal e tinha de cumprir com dois requisitos fundamentais: ter piscina e ter pequeno almoço incluído! Eu também gostava que tivesse um bar dentro da piscina, mas isso já era pedir demais! Como estamos em época baixa, apanhámos este hotel com um bom preço, e lá ficámos três noites no relax total. Foram 3 dias a acordar e tomar um pequeno almoço que mais parecia que estávamos a almoçar, relaxar na piscina infinita no topo do hotel (de onde dava para cuscar a rua) até à hora de almoço, comer qualquer coisa numa barraquinha de rua mesmo em frente ao hotel, dar um passeio até à praia e voltar a tempo da Happy Hour do bar da piscina que, entre as 16h30 e as 17h30, vendia dois cocktails pelo preço de um! 🙂 Isto é o que eu chamo de não fazer nenhum!

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Mas para aqueles que já estão cheios de inveja, há um senão nisto tudo…tem estado a chover duas a três vezes por dia, e o céu está sempre nublado! Mal se vê o azul do céu ou o Sol! Chegou definitivamente a época das monções, e mesmo quando chegámos às praias! Apesar do ar fresco que até sabe bem, e da sensação de tomar banho à chuva que não é nada má, falta aquele azul paradisíaco e sem ondas do mar que se vê nos postais por todo o lado! Mas não deixa de ser bonito, e não deixamos de conseguir apanhar um bronze e dar uns mergulhos! E o melhor de tudo, quase não há turistas e temos tudo para nós!

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O nosso hotel fica situado entre duas praias: a de Ao Nang e a de Nopparat Thara, e tanto numa como noutra acontece algo curioso, e que não tínhamos noção…as praias aqui só são realmente praias quando a maré está baixa. Isto porque quando está alta a água chega até ao paredão da estrada. Mas dá para tomar banho na mesma porque temos pé ao longo de vários metros para dentro de água. Por isso, quando a maré baixa, aparecem os longos areais que estamos habituados a ver nas fotos! As praias ganham logo outra alma, apesar do mar revolto e do céu escuro. E aparecem também mil e uma conchas, búzios e outros bichos do mar com vários tamanhos e feitios, e alguns ainda vivos. Divertimo-nos a dar longos passeios pela praia, a tirar fotos e a apanhar umas conchas para a “colecção”!

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A cidade de Ao Nang é pequena, e vive basicamente do turismo. Mas, como grande parte destas pequenas cidades turísticas asiáticas à beira mar, parou no tempo. Muitos dos hotéis foram construídos há vários anos, mas não foram mantidos ou actualizados, as lojas de souvenirs multiplicam-se em cada esquina e vendem, por exemplo, postais que se nota claramente que têm 10 anos ou mais, e bares…estranhos…um “estranho à Sudeste Asiático”, é mesmo assim, e muitos oferecem música ao vivo bem desafinada. Por ser época baixa, muitos hotéis, restaurantes e bares estão mesmo fechados e a maior parte dos que estão abertos fazem grandes promoções! Ainda assim, não é fácil comer pelos valores a que estamos habituados do resto da Tailândia. O que também não estávamos habituados até chegar às praias da Tailândia era a ver sinais informativos de rotas de evacuação em caso de tsunami..!

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Os tuk tuk aqui também são bem diferentes do que estamos habituados a ver na Tailândia ou em qualquer outro país asiático que tenhamos visitado. Os passageiros não vão sentados atrás do condutor mas no atrelado ao lado da mota. É uma espécie de sidecar aldrabado, mas ao menos é mais estável que os Tuk Tuks do Cambodja!

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Ao fim 3 dias de sossego e preguiça decidimos não ter medo da chuva e visitar a Railay Beach! Há descrições incríveis desta praia na Internet (até há quem diga que é a melhor praia da Tailândia), e um Suíço em Phnom Penh também nos tinha recomendado dar cá um saltinho! Estando tão perto, tínhamos de vir espreitar! Apesar de não ser uma ilha, só se chega de barco à baía de Railay. Baía, ou devo dizer baías, porque são duas, a Este e a Oeste. E em Railay não há estradas nem veículos motorizados, só mesmo areia e rochas, muitas rochas.

Na véspera tinham-nos dito no porto que os barcos custavam 150 bht por pessoa e que não tinham hora de saída, só partiam quando tinham pelo menos 10 passageiros. Com tão poucos turistas que há por aqui, receámos que fosse uma espera de horas mas tivemos sorte…ou mais ou menos! Quando chegámos ao porto, estava pronta a sair uma pick up cheia de pessoas. Afinal, porque o mar estava bravo o barco não podia sair daquele porto e tínhamos de o ir apanhar mais à frente ao porto de Nammao. A pick up cheia dirigia-se para lá. Já ia cheia mas não faz mal porque já se sabe que para estes lados do globo cabe sempre mais 1, 2 ou os que vierem! Pessoas, mochilas gigantes… “Não dá!”, insistimos nós e o resto dos turistas que também não se encolheram para ajudar a arranjar espaço para nós…o condutor mandou os turistas espremerem-se bem e lá se apertaram o suficiente para caber mais um…Perguntei se podia ir à frente com o condutor e, felizmente, concordou! 🙂 Pelo caminho ainda me enganei no lado e acharam que eu queria ir a conduzir…pois é, o volante é à direita! Mas acabou por ser uma viagem agradável e espaçosa com o A/C no máximo. E a Joana, apesar de ir mais aconchegada entre os turistas, também gostou porque afinal não é todos os dias que se anda na parte de trás de uma pick-up!

Quinze minutos e estávamos no porto onde um Long Tail boat esperava por nós. Sem escadas, lá trepámos todos para bordo do barco e as mochilas foram empilhadas na frente. O barco começa a afastar-se devagar, e de repente acelera a fundo para conseguir rasgar as ondas e contrariar a força do mar. Foi uma viagem turbulenta, e por isso divertida para mim e para uns poucos, mas muito assustadora para outros(as), tais não eram os gritos que se ouviam de cada vez que o barco saltava entre as ondas. A paisagem pelo caminho é muito bonita mas ninguém se atreveu a tirar fotografias porque isso obrigaria a largar as mãos dos apoios do barco. 🙂 Quinze minutos depois já se avistava a baía Este. Como não há nenhum porto em Railay, o barco atracou num corredor de bóias flutuante que abanava de um lado para o outro com as ondas e com a ventania que estava, o que dificultou e bem o caminho a pé até à margem.

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A oferta de hotéis não é grande, as reviews de muitos são péssimas, e a escolha diminui bastante se tirarmos os poucos, mas grandes (e mega caros) resorts que aqui existem. Por isso mesmo, os preços são bem inflacionados…e “sorte” temos nós por estarmos em época baixa, senão ia ser bem “chato” dormirmos cá! Assim, por 1000Baht (27€) ficámos num quarto no Anyavee Resort, com piscina e pequeno almoço, que foi do mais barato que arranjámos dentro do “decente”.

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Ainda ponderámos ficar numa Villa no resort Rayavadee, um dos melhores da Tailândia, mas por 70000Baht (1870€) por noite em época baixa, achámos melhor deixar para uma outra…vida! 😛

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Instalados fomos conhecer a ilha…lá estou eu a chamar ilha a esta península! Lá fomos então conhecer Railay. O lado Este é uma zona mais hippie, com bares e restaurantes mais virados para os turistas jovens, e sem praia. A areia até existe, meio lamacenta, mas a quantidade de barcos atracados ou a chegar ou a sair, não deixa ninguém relaxar. No lado Oeste, onde estão os melhores hotéis, estão também as melhores praias!

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Mas, mais uma vez, e tanto de um lado como do outro, as praias só existem quando a maré está baixa. E, também mais uma vez, encontrámos sacos de areia a fazer “volume” debaixo da areia nas praias. Um destes dias ficam sem praias de vez…Mas aqui em Railay, porque quando a maré baixa alguns barcos maiores não conseguem chegar ao cais flutuante, algo nunca antes visto acontece…tractores com grandes atrelados entram mar adentro e fazem eles mesmos de cais de desembarque para passageiros e bagagens! Muito engenhoso!

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Foi uma tarde chuvosa e nublada, mas ainda deu para molhar os pés na praia, passear pelas ruelas estreitas entre resorts que ligam o lado Este ao Oeste, e andar pela Walking Street do lado Oeste, que também tem restaurantes, bares e lojas de souvenirs.

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Ao final da tarde ficámos a apreciar a paisagem e a beber fruit shakes numas almofadas à beira mar numa varanda de bambu. Depois de um passeio nocturno à beira mar, fomos dormir na incerteza do que íamos fazer no dia seguinte…continuar na “ilha” com chuva, ir até Phi Phi ou ir para a cidade de Krabi que tem mais do que ver e fazer do que praia?

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Mas, contra todas as expectativas, incluindo as das previsões metereológicas, acordámos com Sol e nem pensámos duas vezes, estendemos a estadia mais uma noite, até porque ainda nos faltavam a caverna e a praia de Pranang, que diziam ser a melhor, e que fica em frente ao tal resort “baratinho”…! Assim, depois do pequeno almoço, decidimos ir explorar a zona de Pra Nang. Pelo caminho, alterámos a rota para ver um bocadinho de outra actividade bem famosa por estas praias: escalada! Há aqui rochas para todos os gostos e níveis de dificuldade.

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O caminho para a caverna está bem indicado até porque é também o único que dá acesso à Praia de Pra Nang. Até lá multiplicam-se pequenas grutas, rochas de formatos curiosos, estalactites e estalagmites, raízes de árvores que vão por onde entendem e ainda macacos. Famílias inteiras de macacos tão curiosos com os turistas como os turistas com eles! Ou isso, ou a ver o que podem roubar à nossa passagem.

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A Caverna e a praia têm o nome da Deusa Pra Nang, que se acredita que vive na caverna. Existem várias lendas antigas sobre a ligação da Deusa a estas cavernas, nas quais muitos locais acreditam, e por isso pescadores e marinheiros fazem oferendas de flores e incenso como forma de garantir boa sorte no mar. Mais curioso que essas oferendas, são outras em madeira com o formato de…pénis…que no Budismo Tailandês, cheio de influências Hindus e Animistas, simbolizam fertilidade e virilidade. Acredita-se, que se alguém largar um pénis de madeira em qualquer ponto da costa de Krabi na maré alta, ele eventualmente acabará por chegar a esta caverna. Temos de experimentar, porque a verdade é que estão lá mesmo muitos!

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E quando desviamos o olhar deste cenário fálico vemos a praia, que se tornou rapidamente na nossa preferida de Railay! O sol ajudou é certo, mas a paisagem para várias ilhas ao longe, incluindo a Chicken Island ( cujo formato é literalmente o de uma galinha), um grande rochedo perto da praia, extenso areal branco e mar muito mais calmo e até quase azul, conquistou-nos! Quando chegámos, a maré estava a subir e só a zona mais afastada da praia tinha areia, por isso tivemos de caminhar um bom bocado pela rebentação das ondas para chegarmos a um sítio onde estender a toalha e, finalmente, darmos um mergulho nas águas mornas de Railay! E por aqui estamos agora… 🙂

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4 comentários
  1. São Abreu diz:
    11 de Julho, 2015 às 4:46 pm

    You guys are having the time of your lives! By the way: Fica-te bem a barba

    Responder
    1. Joana diz:
      13 de Julho, 2015 às 7:00 am

      Também acho! 🙂

      Responder
  2. julian diz:
    27 de Outubro, 2023 às 4:13 pm

    verygood the website i like it so much
    gostei muito do seu site parabéns

    Responder
  3. juliana diz:
    30 de Outubro, 2023 às 7:55 pm

    I really liked your website, congratulations on the content
    gostei muito do seu site parabéns pelo conteúdo

    Responder

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