Depois de 2 dias difíceis (que isto de adoecer longe do conforto de casa não é fácil), decidi dar uma nova oportunidade à capital vietnamita.
Ontem, numas horas de tolerância que a virose me deu, ainda conseguimos visitar a antiga prisão francesa, a Maison Centrale ou Hoa Lo Prison. Construída em 1896 pelos Franceses enquanto dominadores da Indochina, foi local de tortura e encarceramento de presos políticos e revolucionários anti colonialismo, e foi, depois da libertação do Vietnam do Norte, lugar do mesmo mas para presos americanos durante a guerra do Vietnam. É uma visita que traz algum mal estar, mas daquele que faz falta à Humanidade para não esquecer! Está bem organizada a visita, com diferentes painéis informativos, a guilhotina francesa e algumas celas abertas que tornam bem real a imagem de como terá sido naquela altura…curioso, ou talvez não, é como é evidenciada a tortura a que foram sujeitos os “heróis resistentes” vietnamitas nas mãos francesas e atenuada a versão seguinte do mesmo mas destes com os americanos capturados…
Foi de pouca dura a minha pausa, pois rapidamente fui obrigada a voltar à GuestHouse com um enjoo que não me largava…e só mesmo pela hora do jantar me comecei a sentir melhor. Mas não havia resistência fisica nem emocional para mais uma Noodle Soup duvidosa, por isso, apanhámos o autocarro e fomos até ao Burguer King de Hanói! Uma metade de hambúrguer, sem molho e sem direito a batatas fritas, mas soube-me mesmo bem! 🙂 Quem diz que a fast food não salva vidas?? 😉
Queria poder dizer que depois de uma noite bem dormida, estava pronta para ver Hanói com outros olhos! Mas ainda não tive tréguas e preferi ficar a manhã toda a acabar de curar isto…enquanto o João foi concretizar o negócio que anda a sondar desde que chegámos: uma mochila da Northface! Afinal, é Made in Vietnam e é um quinto do preço! 😉
Depois de uma canjinha para o almoço, saímos à descoberta do French Quarter. É só dar uma bom passeio à beira lago que ele fica logo na outra ponta. E é um passeio bem agradável, tenho de admitir, que esquecemos por momentos que estamos numa cidade quase irrespirável. Nada como um bocadinho de água com árvores, pontes bonitas, ilhotas no meio e locais num quotidiano normal para melhorar uma capital! 😉
Quando chegamos ao French Quarter parece que entramos numa outra cidade. A confusão está lá na mesma, a poluição do ar e sonora também, mas as ruas apertadas tornam-se avenidas largas e espaçosas, o que torna tudo muito menos atrapalhado! As casas minúsculas, velhas e escuras do Old Quarter neste lado da cidade são quase inexistentes, e há muitas casas coloniais apalaçadas… Vá, à francesa! 🙂
É também a zona onde encontramos os cafés mais chiques (e caros!) e as lojas de marcas internacionais como a Dior. Foi um passeio interessante o de hoje, mostrou-nos uma Hanói bem diferente, o seu lado moderno e de apelo ao consumismo ocidental!
Visitámos também a estação ferroviária, até sermos “apitados” para sairmos da plataforma… :/
Perceber o inglês desta gente também é qualquer coisa de muito engraçado. Eles até sabem falar, conhecem o vocabulário mas duvido que o saibam escrever e falam como lhes parece ser o som. Assim, torna-se complicado perceber o Opê Bá que era afinal Open Bus, ou o Ai Qui que era afinal….Ice Cream!!!! Não é fácil mas é muito, muito divertido!
Mas agora tenho de retirar a injustiça que proferi mal cheguei a Hanoi ao compará-la a Delhi… Hanói não é um destino imperdível mas tem algum charme escondido junto aos lagos e história para dar e vender. Isso ninguém lhe tira!
Por isso, as nossas últimas voltas pela cidade ainda deram para viver melhor a vida da cidade e visitar a antiga citadela, a cidade proibida cá do sítio. As muralhas amareladas e as suas gates são bonitas, mas o que mais gostámos foi da exposição de Bonsais que se vai vendo ao longo do passeio e dos amigos novos que fizemos pelo caminho! 🙂
E hoje, ao final do 6° dia desta estadia atribulada pela capital vietnamita, seguimos viagem para Tam Coc. Comprámos um bilhete de autocarro aberto, mas como foi difícil perceber o “opê bá”…! Afinal era Open Bus! Já temos transporte até Ho Chi Minh no sul do Vietname e podemos ir usando dentro de 1 mês, entrando e saindo nas cidades pelo caminho, tipo Hop on Hop Off mas para distâncias gigantes. Sai muito mais barato que ir de comboio ou ir comprando cada troço isolado, mas a parte menos flexível é que temos horários específicos para fazer essas viagens, temos de reservar de véspera e são sempre sleeper bus. Bom, vamos lá ver o que nos calha! 🙂
Agora, ainda nos restam umas horas para bebermos um ice coffee e um Mint Lemon Freeze e depois sentar num qualquer cruzamento e ficar a admirar este espectáculo que é o trânsito de Hanoi, que foi o que mais me fascinou nesta cidade. Ainda por cima, é gratuito! 😉


















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As melhoras da Joana