Ontem chegámos já de noite a Vang Vieng, por isso, hoje foi dia de reconhecimento do terreno, tanto da cidade como das hostels/guesthouses. Apesar do bom ambiente da nossa Hostel, a Pan’s Place, e de ter algumas comodidades como computadores e água grátis, não adorámos o quarto nem o preço. Assim, reservámos parte da manhã, e bem quente que esteve de manhã, para andar à caça de um poiso novo para os nossos dias de viagem em Vang Vieng. É curioso como ter tempo, ou não ter pressa, faz toda a diferença no poupar em viagem. Numa situação “normal” iríamos ao booking.com (que ficam logo com 40% do valor total da reserva para eles), perguntávamos a alguém ou visitávamos dois ou três sítios e tudo dependia um bocado da sorte. Desta vez fomos a uns cinco ou seis sítios diferentes, desde hotéis, de longe os mais caros, a guesthouses e bungalows e, claro, regateámos em quase todos eles. E só não fomos a mais porque encontrámos uma espécie de Bungalows geminados muito limpos, com um aspecto cuidado, e com um jardim pelo meio das casas, que regateado ficou por 60000 Kip (aproximadamente 7€) e não conseguimos resistir. Quanto tempo ficar em Vang Vieng? Com este alojamento em Vang Vieng, agora é o que quisermos!


Entre o check out de um lado e o check in de outro ainda deu tempo para…mexer num computador! Não, não estava a ressacar, mas isto de fazer tudo num tablet tem que se lhe diga…as aplicações mobile por muito boas que estejam, ainda são muito limitadas em comparação com as apps de computador ou os sites. E como diariamente temos mexido no tablet para actualizar o blog, temos sentido na pele a “dor” que é. Por exemplo, algo como fazer upload de um vídeo para o YouTube e pô-lo no blog demora um minuto num computador, mas num tablet é uma guerra. Por isso, soube mesmo bem voltar a mexer num teclado e num rato… 🙂
Comer em Vang Vieng no Laos
Depois de instalados na nossa “vivenda”, fomos almoçar ao restaurante LuangXaiKham, que nos foi recomendado no Pan’s Place (e que é mesmo ao lado) e ficámos fãs. Doses industriais de boa comida típica, sumos de frutas (o de melancia recomenda-se!) feitos na hora, mas ficámos principalmente fãs das mesas baixas (à japonesa) com bancos almofadados que o problema foi depois apetecer-nos sair de lá. No fim do almoço, começou a chover, e durante a horinha da “praxe” (aqui normalmente chove uma hora e acabou) ficámos refastelados à mesa….uma falta de educação que soube tão bem!

Continuámos a andar em direcção ao rio Nam Song, e chegados à margem vemos finalmente a real beleza da cidade: a paisagem com o rio a serpentear por entre a cidade, uma pequena ilha, campos de arroz e montanhas. Atravessámos uma das muitas pontes de madeira que existem, e fomos dar a um bar abandonado com palhotas junto ao rio, onde nos abrigámos porque entretanto tinha recomeçado a chover. Ficámos a apreciar a vista e a ver as dezenas de Kayaks, grande parte com turistas chineses, que desciam o rio. Quando a chuva parou atravessámos para a outra margem numa ponte estreita de madeira e bambu, que tanto era para peões como para scooters. Foi uma pequena aventura atravessar para o outro lado!




Passear em Vang Vieng
Tinham-nos dito que do outro lado do rio, havia um pequeno morro, chamado Pha Ngeun, que tinha uma vista panorâmica sobre a cidade, e por isso decidimos ir até lá. Andámos um quilómetro por campos de arroz com vista para a montanha, e chegámos ao início da subida para o topo do morro, mas o caminho estava fechado. Provavelmente por estar a chover, é porque o caminho molhado torna-se perigoso, a pessoa que cobra a “entrance fee” de 10000 Kip não estava lá, e por isso tinha fechado a cadeado o portão de acesso à montanha. Como? O acesso à montanha é uma escada de madeira improvisada atrás de um portão e por isso é possível fechar a cadeado.

Ao voltarmos para trás cruzámo-nos com um turista que também queria subir ao monte. Trocámos umas palavras (como por exemplo ele estar a fazer uma viagem de um ano e dois meses…), e decidimos irmos os três por um outro caminho que tínhamos visto e que parecia contornar a montanha. Foi o melhor que fizemos! Andámos por campos verdes (e porque tinha acabado de chover ainda mais verdes estavam) no meio de enormes montanhas rochosas em que cada curva mostrava uma nova paisagem arrebatadora, ao ponto de, numa ocasião, tanto o nosso amigo de caminhada alemão, como nós, suspirarmos ao mesmo tempo de espanto. A cada dia que passa ficamos mais convencidos que o Laos tem uma beleza natural incrível, mas só é pena que a cada passo que damos nos lembremos da frase do nosso guia “não saiam dos trilhos existentes, porque podem haver minas…”.



Ainda não sabemos bem o que vamos fazer amanhã, mas a lista de opções em Vang Vieng é enorme e, tirando um ou outro pormenor, estamos a gostar muito do que já vimos! Vale mesmo a pena visitar Vang Vieng.

2 comentários
Cuidado com as minas!!
Adoro o quarto!!!