Continuamos em Luang Prabang e hoje com uma ideia um bocadinho diferente daquela com que ficámos ontem à chegada. Para lá das bancas turísticas do centro, há uma cidade que já conseguimos perceber porque é património mundial da Unesco.
Passeando pela cidade esta tarde, depois de um pequeno almoço e mais uma sesta na guesthouse, conseguimos ver uma harmoniosa fusão entre a arquitectura tradicional do Laos e dos seus edifícios mais modernos com aquela construída pelas autoridades coloniais europeias. E estão tão bem preservadas que vale o grau de mérito! Umas de madeira e outras de tijolo com varandas de várias cores. Está tudo tão arranjado e cuidado que se esquecermos a paisagem selvagem ao fundo, os monges que passam e os tuktuk, podíamos pensar que estamos numa qualquer Europa. 😉
O Laos está a surpreender pela positiva, sou capaz de dizer que este Mekong oferece mesmo das melhores paisagens que já vi. Também surpreende no bolso pois vínhamos com ideia de ser mais barato que a Tailândia mas aqui gostam de abusar. Continuam a ser preços de sudeste asiático mas, para nos mantermos dentro do nosso orçamento familiar mensal, já temos que cortar uns luxos a que nos demos em terras tailandesas e procurar muito bem a vida fora dos sítios para turista! 😉
Com fortes relâmpagos e trovões ao longe, um almoço à beira rio, que com sorte conseguimos descobrir num spot mais tradicional e acessível, bebemos um café gelado do Laos e que forte que ele é!
Ganhámos forças para um grande passeio sempre à beira rio, para lá do ponto em que o Mekong se encontra com outro rio, o Nam Khan! Tão castanho como o Mekong mas também com muitos locais a achar o ideal para o mergulho! 🙂
Mais Wats (templos), bem mais modestos que os da Tailândia e quase todos com taxa de entrada…e mais um “rolo” em flores e plantas tropicais (adoro!)!
Luang Prabang, é bonito, diria mais, uma cidade de glamour, que não era de todo o que esperávamos encontrar no Laos mas que nos faz sentir quase em casa. Temos de reforçar a dose da noodle soup com pauzinhos para nos lembrarmos onde estamos. 🙂
Decidimos ficar mais 2 noites mas tivemos de mudar de quarto porque aquele onde estávamos já estava reservado. Correu-nos bem a mudança: o novo quarto é na casa ao lado, toda em madeira, mais barato e com uma varanda com espreguiçadeiras e ventoinha onde se passam umas belas horas de puro relax! 🙂 E, estou confiante, sem as visitas indesejadas de ontem…
Senão lá teremos de pedir guarida ao homem do tuk tuk, é que aqui a moda é ter uma cama de rede montada nas traseiras da pick up e dormir belas sestas enquanto não há freguesia! 🙂
A cidade à noite transforma-se. De dia, os turistas saem para as tours à volta como as quedas de água (pensamos ir amanhã), o Campo de Elefantes e as grutas sagradas que vimos do rio no outro dia. Então, na cidade quase não há ninguém a passear, mas quando começa a cair a noite, as bancas de comida e souvenirs multiplicam-se, a rua principal fecha ao trânsito e o Night Market toma conta da cidade, mas só por umas horas porque às 21h começa tudo a arrumar. (hoje íamos ficando sem jantar!)
Aí sim, lembramo-nos que somos 2 nalgumas centenas de turistas em Luang Prabang e, como eles todos, temos fome, e escolhemos o night market para jantar. Um prato cheio, é só encher que a senhora aquece, por apenas 10.000 kip regado com a cerveja do Laos! 🙂











1 comentário
Que flores lindas.
Eu perdia-me nessas tendinhas. Que tentação.