Hoje acordámos cedo porque o barco para Luang Prabang partia às 9h e ainda queríamos tomar o pequeno almoço e arranjar um “farnel” para levar na viagem de 8 horas! Pak Beng vive basicamente dos turistas que aqui pernoitam diariamente, sem outra alterntiva a meio da longa viagem de barco, por isso todo o comércio local tem como objectivo, ou dar de jantar a turistas, ou pequeno almoço e pratos take-away para se levar para o barco. É estranho ver-se, numa aldeia minúscula perdida no meio do Laos, várias bancadas de rua a vender croissants, muffins e sandes mistas às 8h da manhã. Onde estão as noodle soups que são normalmente o pequeno almoço dos locais? Mas, como bons europeus que somos, não resistimos a comer um croissant e a beber um café (produzido no Laos) para o pequeno almoço.
Apesar de madrugarmos, acabámos por não chegar muito cedo ao barco, pelo que tivémos que nos contentar com um dos lugares do fundo, que são piores por serem perto do motor do barco. Nada de grave, porque também cá estavam os americanos barulhentos para compensar o barulho do motor, e além disso a vista fora do barco continua a ser boa! E neste caso melhor que boa, porque esta segunda parte da viagem ainda tem paisagens mais bonitas, com várias camadas de montanhas sobrepostas em cima do rio, e com mais vida selvagem.
Como não existem grandes estradas nesta região, o caminho para Luang Prabang e para outras terras intermédias acaba por ser mais simples de se fazer por rio, por isso neste segundo troço da viagem não éramos só turistas a bordo, haviam também locais a fazer o percurso e fomos fazendo várias paragens estratégicas para deixar ou recolher passageiros. E como é que o piloto do barco sabe se há alguém numa aldeia para entrar? Simples…basta ir olhando para as margens do rio e se estiver alguém a esbracejar como se estivesse a pedir socorro, é porque quer entrar no barco. Hoje vimos muitos pedidos de socorro desses! Como neste trajecto existem mais aldeias, vimos também mais locais a pescar, a tomar banho ou a lavar roupa no Mekong, e também muitas crianças a brincar na água.
Além dos búfalos de água que já tínhamos visto ontem, hoje tivemos a oportunidade de ver dois elefantes em momentos distintos. Já tínhamos lido no guia que se fôssemos olhando com atenção, podíamos ter a sorte de avistar elefantes. E confirmou-se que eles andam mesmo aí. O Mekong é mesmo um grande rio cheio de vida, e que dá vida a muita gente!






Apesar de não muito grande, Luang Prabang tem dezenas de hotéis, e não muito baratos, pelo que optámos por reservar previamente via booking.com em vez de andar a bater porta a porta à procura de um bom preço. A qualidade das estadias no Laos tem estado abaixo do que vivemos na Tailândia, e esta Guesthouse não é excepção. A Vanvisa Guesthouse é um 7.7 muito forçado…E para ajudar à festa, tivemos a visita inesperada de duas amigas da Joana…duas baratas na casa de banho. Depois de “resolvido” o problema, fomos dar um passeio pela cidade património da Unesco com as suas casas coloniais bem preservadas e as ruas arranjadas para os turistas.
E para um lanche ajantarado, o mais barato que encontrámos foi uma Chicken Noodle Soup, por 10000kip, num restaurante de rua cheio de locais. Algo nos diz que, se fosse em Lisboa, não comeríamos aqui nem que nos oferecessem, mas a sopa estava muito boa e o restaurante tinha muito movimento…! 🙂



