Chegámos à Malásia! Aterrámos na capital Kuala Lumpur pelas 10 horas da manhã, num avião da AirAsia! Não ficámos nada impressionados com a companhia. Ao contrário da outra low cost em que voámos, a NokAir, aqui a bagagem paga-se à parte e a tripulação foi muito pouco simpática.
Mas, apesar da turbulência, chegámos a terra firme à hora prevista! Nas chegadas, o país recebe os turistas publicitando o seu orgulho em pertencer à ASEAN!
A entrada oficial no território foi rápida, uma vez que os portugueses não precisam de visto para entrar na Malásia, podendo ficar por cá até 90 dias.
A forma mais rápida de chegar do aeroporto de Kuala Lumpur ao centro da cidade é o espectacular comboio Klia Express que faz a ligação a 160km/hora, em 33 minutos, sem paragens, e ainda oferece wi fi pelo caminho! 😉
Custa 35 RM, cerca de 8€. Há autocarros que tornam a viagem mais barata mas, depois de termos madrugado às 4 da manhã na Tailândia, queríamos mesmo era chegar ao hotel.
E o hotel escolhido foi na rua principal da China Town de Kuala Lumpur: a Jalan Petaling! O nosso hotel escolhido em Kuala Lumpur é o Lantern Hotel é recente, os quartos são pequenos mas bons, a roçar uma espécie de boutique hotel. E a vista para a China Town e para as torres lá muito ao fundo também valorizam o espaço. Oferecem o pequeno almoço, e na recepção o pessoal é simpático. Tudo isto por 105 RM por noite! Não é barato, mas dormir em Kuala Lumpur, ou apenas KL para amigos, não é fácil nem barato, principalmente nesta altura, a última semana do Ramadão.




Descarregadas as mochilas no hotel (estão cada vez mais pesadas!), não nos deu para descansar. Estávamos com aquela ansiedade típica de chegar a um país novo e saímos logo à descoberta!
À descoberta de Kuala Lumpur
Sempre gostei do nome exótico desta cidade. Kuala Lumpur é bonito de se dizer e ouvir! Eu acho! Mas foi preciso cá vir para saber o significado destas palavras. Ora, Kuala Lumpur significa “Muddy Confluence”! E digo-o em inglês porque em português ainda soa pior!! 😉
O nome deve-se à localização da cidade, na confluência de 2 rios bem acastanhados, Gombak e Klang.
Ironicamente, depois de mais de 2 meses a viajar pelo sudeste asiático onde perdemos a conta aos templos budistas que visitámos, aqui na Malásia, primeiro país muçulmano desta aventura, o primeiro espaço religioso que visitámos não foi uma mesquita, foi… Um templo chinês budista: o Guan Di Temple.


Mas não faltava muito para começarmos a ouvir os chamamentos para oração das várias mesquitas da cidade, e logo ali demos de caras com a Mesquita Jamek Sultan Abdul Samad.

Como em altura de oração não se pode visitar, demos meia volta para seguir caminho mas um forno tandoori na entrada de um restaurante lembrou-nos que eram 3 da tarde e ainda não tínhamos almoçado… Mas nem precisávamos de uma desculpa dessas, afinal quando há comida indiana por perto é sempre boa hora para sentar e comer qualquer coisa. E, apesar de estarmos no mês do Ramadão e a maioria da população estar de jejum a essa hora, aqui na Malásia a convivência de culturas e religiões é tanta que os não-muçulmanos podem sentir-se confortáveis a comer.
Nestas primeiras voltas de reconhecimento à cidade, muito à deriva diga-se, descobrimos uma cidade em crescimento, com altos arranha céus, muito trânsito, muita gente, gente muito diferente, muitos sem abrigo e muito calor…

E enquanto ainda nos tentávamos orientar, de mapa na mão, avistamos ao longe as torres mais famosas do país: as Petronas Twin Towers!
Não dá para olhar para elas e virar costas na outra direcção, por isso esquecemos o mapa e seguimos naquele sentido.
Ainda apanhámos um autocarro gratuito da Go KL para encurtar caminho. É verdade, apesar dos protestos dos taxistas da cidade, desde 2012 que o governo investe numa rede de autocarros gratuitos com 4 linhas que correm os principais pontos da cidade, todos os dias e com horários até de madrugada. Claro que, em altura de Ramadão, os horários dos autocarros e de tudo o resto, não são de fiar, mas não deixa de ser uma ideia muito bemvinda!
KL Tower, a torre Menara Kuala Lumpur
Mas ainda antes de chegarmos às Petronas, uma outra torre chama a atenção, a Menara Kuala Lumpur ou KL Tower! Na verdade, vistas de longe (e elas vêem-se as duas de muito longe!), até parece que a Menara é mais alta que as Petronas, mas é batota porque a Menara soma aos seus 421 metros de altura, os 94 metros da colina onde foi construída, a colina Ananás! 🙂
A tentarmos descobrir o caminho para a Menara Kuala Lumpur acabámos por entrar no Parque Bukit Nanas, a última floresta tropical virgem da cidade. Depois de uma ou duas subidas íngremes com muitas árvores tombadas pelo chão, encontrámos umas divertidas pontes suspensas que, apesar de abanarem muito à nossa passagem, oferecem vistas bonitas para a cidade!


A Menara, oficialmente inaugurada em 1997, é muito mais que uma Torre de Comunicações e dizem que é daqui, e não das Petronas, que se tem a melhor vista da cidade.
Curiosidade engraçada: anualmente, faz-se uma corrida pelas escadas até ao topo da torre! São 2058 degraus, não pode ser fácil…
Para a visita pode optar-se pelo Observation Deck, que é fechado e fica a 276 metros de altura, ou pelo Open Deck mais acima, pelo dobro do preço… Há ainda um restaurante giratório no topo da torre onde o jantar custa a módica quantia de 208 RM (50 euros), e não inclui o bilhete da subida! 😉
O complexo da Torre inclui ainda um mini zoo, um simulador de Fórmula 1, um aquário, um teatro e até uma Cultural Village. Para os mais excêntricos é mesmo possível casar a 282 metros do chão, no Mega View Banquet Deck. Preços sob consulta! 😉
Como estava muito nublado, decidimos deixar a subida para outro dia.

As Fabulosas Petronas Twin Towers de Kuala Lumpur
Andando mais 1 km, chegamos à base das Petronas! E é de noite que elas são mais impressionantes! Com 452 metros de aço e vidro em altura, esta é a jóia da capital malaia. 88 andares que demoraram 4 anos a construir e abriram ao público em 1999. Na altura, e durante 6 anos, foi o maior edifício do mundo, destronado pelo Taipei 101 de Taiwan. Mas hoje ainda tem o selo das mais altas Torres Gémeas do mundo. Aqui, a ponte que liga as 2 torres e que é também o Observation Deck, fica mais abaixo, a 170 metros de altura, no piso 41. Para subir às Petronas há que desembolsar 85 RM, mais do que na Menara KL.

Terminámos o nosso primeiro dia em KL, apanhando o mono-carril para a zona Bukit Bintang, uma das mais concorridas na nightlife da capital. Afinal, era sábado e nós ainda somos cristãos! 🙂

Actualização: Acabámos por ficar vários dias em Kuala Lumpur. Para descobrires o resto da capital, lê toda a história dos nossos dias pela Malásia. Vale a pena! 🙂





1 comentário
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