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Mais uns dias por Kuala Lumpur

  • 16 de Julho, 2015
  • Joana
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Depois do já familiar pequeno almoço na varanda do hotel com vista para a China Town, fomos descobrir se o que nos parecia ver ao longe eram os correios de Kuala Lumpur. Na verdade, era um grande centro de distribuição de correio, mas safou-nos! Estão em trânsito mais uns postais enviados nesta viagem! 😉

E porque fomos à estação dos correios, estivemos mesmo perto de um dos edifícios que achamos mais bonitos de KL. É mais uma grande torre mas esta é toda” rendilhada” a fazer lembrar os desenhos do Taj Mahal! Depois de pesquisarmos na internet, descobrimos que é o Dayabumi Complex e foi dos primeiros arranha céus da cidade:)

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O nosso primeiro ponto de visita para hoje era a Mesquita Nacional Negara. Decidimos ir a pé, tirando partido das enormes passadeiras aéreas que há pela cidade. Em algumas zonas parece mesmo que estamos em Hong Kong! Isto de andar por cima do trânsito, além da vista ser melhor é muito mais seguro.

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Vamos ser sinceros, a Mesquita Negara à primeira vista não impressiona. Bom, quando a vemos mais perto também não. As recordações que guardamos da beleza da Mesquita Azul de Istambul ou da Hassan II de Casablanca não nos deixou ficar impressionados com esta simples, embora grande, mesquita, mas foi possivelmente a visita mais didáctica que fizemos a uma mesquita!

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À semelhança da Mesquita Jamek, aqui também emprestam robes roxos a quem vem desprevenido para a visita de calções, mini saias e sem lenços para tapar a cabeça. Dá jeito, é verdade, mas eu acho que se vamos visitar um lugar de culto que exige certas normas de vestuário e respeito, temos de estar informados e, além de nos sabermos minimamente comportar, vir propriamente vestidos. É chato que quem vem desprevenido tenha de ficar à porta, mas seria bonito que houvesse este interesse e respeito em vir “de casa” preparado para estar na “casa” de alguém! Isto porque enquanto se vestem roupas emprestadas à entrada das mesquitas e dos templos é frequente gerar-se um teatro de risadas, selfies com caretas e fotografias apalhaçadas a fazer lembrar uma sessão de fotografias de Carnaval. Logo, o respeito que se pretende obter emprestando roupas apropriadas, acaba, muitas vezes, por funcionar exactamente de forma contrária…

A Mesquita Nacional Negara tem capacidade para 15.000 fiéis e é um orgulho nacional. Construída em 1965 e desenhada por arquitectos ingleses e malaios, tem a sua maior curiosidade na cúpula central em formato de uma estrela com 18 pontas: 13 por cada Estado da Malásia e 5 por cada pilar do Islão. O minarete com 73 metros de altura também se destaca ao longe. Ao redor da mesquita há jardins com fontes e água a toda a volta. Há ainda, em anexo à mesquita, o Mausoléu dos Heróis onde estão criptas de celebridades políticas do país.

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A sala principal de oração não pode ser visitada, apenas espreitada, mas é, sem dúvida, a parte mais bonita da mesquita.
Foi aqui que conhecemos o nosso “professor” do Alcorão! 🙂
Nunca em nenhuma mesquita tínhamos tido o privilégio de ter uma sessão particular de esclarecimento sobre o Islão, com direito a ler passagens em português do livro sagrado dos muçulmanos e tudo!
O entusiasmo com que nos explicou que Deus é só um e se chama Alá é com certeza proporcional à sua fé. Mas também fez questão de nos explicar, a nós cristãos e católicos, que estamos enganados e que Jesus foi apenas um profeta e um homem como os outros. Jamais poderia ter sido filho de Deus porque Deus é Deus e, no seu discurso altamente lógico, Deus não tem filhos! E Jesus não morreu nem foi crucificado, tendo antes sido chamado por Alá. Na verdade, para os muçulmanos Jesus voltará um dia à terra.
Em tom de brincadeira informou-nos ainda, com toda a sua certeza, que nenhum de nós descende dos macacos. E ainda fez troça desta teoria. Adão, o primeiro muçulmano e profeta do mundo, e Eva estão no topo da árvore que consta do cartaz que nos explicou em detalhe à saída da Prayer Room.
Foi mesmo muito interessante e para o João fez tanto sentido que cheguei a pensar que saía de lá convertido!!!

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Muito perto da Mesquita Central fica a Estação de Comboios Kuala Lumpur. Aliás, parece que até existe uma passagem subterrânea entre a Mesquita e a Estação.
O edifício bonito e antigo da estação, de arquitectura de fusão anglo-asiática faz lembrar mais uma mesquita do que uma estação de comboios. Já foi o principal hub de transportes da cidade, mas este estatuto pertence agora à gigante e bem conectada Kuala Lumpur Sentral.

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Antes de apanharmos o comboio, acabámos por almoçar no restaurante da estação. Mais um indiano, daqueles que nos enchem o prato de arroz basmati e depois nos deixam escolher das várias opções de caril expostas. Estava muito bom! Só correu menos bem na bebida. Pedi um sumo de manga e veio uma bebida cor de rosa literalmente com sabor a pastilha elástica!! Algo se perdeu no meio da nossa comunicação! :p Estranhíssimo, mas como estava muito fresco foi óptimo para cortar o picante do almoço! 😉

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De barriga cheia estávamos prontos para o passeio da tarde. Dizem que Kuala Lumpur é das melhores cidades para “shop til you drop”, fomos ver se era verdade! Apanhámos o comboio para o mercado de rua de Chow Kit. Aqui, entre as bancas de comida o que se vê mais à venda é mesmo roupa e sapatos usados. Tudo muito barato, mas usado e bem usado!

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A seguir fomos explorar a zona de Bukit Bitang. Aqui há tantos centros comerciais que se perde a conta e há para todos os gostos! Uns são mais dedicados a roupa e marcas nossas bem conhecidas, outros para tecnologia, uns mais luxuosos e outros com material contrafeito. Aqui, parece que voltámos ao Dubai com os seus muitos, enormes, brilhantes e modernos centros comerciais da moda! 🙂 Visitámos alguns…

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O centro comercial Low Yat Plaza é o melhor local para se comprar tecnologia em KL, com centenas de pequenas lojas a vender telemóveis e tablets, máquinas e equipamento fotográfico, computadores e portáteis, entre outras coisas. Para os geeks das peças de computador, há que visitar o Imbi, apesar de ser um centro comercial pequeno e um bocadinho sombrio.
O Berjaya Times Square é o maior centro comercial da Malásia, com mais de 600 lojas em 6 andares.
O Lot 10, o Fahrenheit88, o Pavilion KL, o Sungei Wang são uma espécie de CCColombo e vendem de tudo um pouco! 🙂
Há ainda o Star Hill Gallery, o mais luxuoso dos centros comerciais, com 7 pisos e ligação directa ao JW Marriot Hotel de 5 estrelas.
Perdiam-se uns dias e muitos ringgits para os correr a todos.

Pelo caminho, lá fomos vendo restaurantes cheios de comida mas, claro, tudo tapado e intacto porque ainda não eram 19h30!
Quando essa hora chegou, e as mesquitas pela cidade toda entoavam os cânticos que indicam ao povo muçulmano que é hora do Iftar (fim do jejum), estávamos mesmo a passar em frente ao KFC e ao McDonalds do Sungei Wang Mall, e nesse exacto momento assistimos a um festival de hamburgers a serem desembrulhados e embalagens a serem abertas.

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Também já com alguma fome, preferimos regressar à Jalan Alor. É aqui que se concentra a maior variedade de restaurantes de rua. Uma rua cheia de esplanadas de restaurantes com menus de mais de 20 páginas com todo o tipo de comida imaginável nesta fusão de culturas que é KL. Mas quanto maior o menu, mais difícil é a escolha…optámos por espetadas, massa Udon e entrecosto de porco com pimenta preta! Estava delicioso e foi um belo fim para mais um longo dia! 🙂

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No dia seguinte o programa começou pela visita a Brickfields. Foi um verdadeiro regresso a Jaipur, Índia! É aqui que vivem muitos dos indianos da cidade. 8% da população do país é indiana, alguns já são malaios de nascença, a segunda e terceira geração dos muitos que vieram da India para a Malásia na altura do Império britânico.
Com uma enorme concentração de lojas indianas lá tivemos de nos deliciar com as estatuetas e estampas coloridas dos deuses hindus, reavivar a memória olfactiva nas mil variedades de incenso, maravilhar com os tecidos coloridos dos saris e quase cegar com os brilhantes impossíveis das pulseiras indianas. 🙂

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A rua principal deste bairro indiano está cheia de arcos coloridos feitos por artesãos indianos.
E como na India se come indiano, aqui também! Mais uma sessão de caril do bom e bem apurado para o almoço. Desta vez, comido directamente numa folha de bananeira, mas com direito a talheres. A acompanhar a carne já bem temperada e os legumes, trazem baldes de vários molhos para a mesa. É uma variedade que torna qualquer refeição completa e nada enjoativa!

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Neste lado sul da cidade há mais para ver. No bairro residencial de Robson Heights, a uma árdua caminhada de distância, que inclui uma subida íngreme que esfalfa qualquer um, está o templo Thean Hou Temple. Com seis andares, tem vários salões, terraços e outras salas de actividades para a comunidade chinesa local, onde se praticam artes marciais e até existem mesas para jogarem ping pong. Logo à entrada, encontramos uma estátua do que poderia muito bem ser uma imagem do “Tartaruga Genial” do Dragon Ball. Mas não, é o Yue Lao, a divindade responsável no budismo chinês pelo casamento entre homens e mulheres. Ao lado, um jardim com 12 estátuas de cada um dos signos do zodíaco chinês. As qualidades do cão, que é o João, e do Galo que sou eu estavam muito bem entregues! :p

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Subindo para o terceiro andar, visita-se o templo principal, com vários altares e estátuas da Deusa da Guerra e da Misericórdia. Neste andar existe também um enorme terraço que, dada a altitude a que o templo se encontra, tem uma vista priveligiada sobre parte da cidade, e uns bancos simpáticos onde estivemos a descansar da subida. Ainda não foi desta que nos fartámos de visitar templos budistas! 🙂

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À volta, apanhámos o primeiro autocarro que nos apareceu na via rápida que separa Robson Heights de Brickfields, e que por coincidência nos deixou na Chinatown, mesmo perto do nosso hotel. Não resistimos a ir descansar um pouco, enquanto bebíamos um “Iced Caffe Latte” na varanda do hotel, ao som de música ambiente, e dos sons do mercado de rua que já estava a começar a ganhar vida. Tão bem que se estava ali!

Ao fim da tarde voltámos às Petronas, mais propriamente à entrada do enorme e luxuoso centro comercial Suria KLCC, onde existe um grande lago artifical e uma fonte onde todas as noites há um espectáculo de luz e som. Estes espectáculos deixam-nos sempre com grandes expectativas porque nos lembram os shows grandiosos que assistimos nos casinos de Macau. Por isso, estávamos à espera de algo mais artístico, ou pelo menos parecido com o show do Vinperland de Nha Trang, mas apesar de não ser extraordinário, tudo o que tem as Petronas como imagem de fundo fica logo mais bonito! 🙂

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Terminámos a noite no Suria KLCC feitos gulosos a comer um pretzel de canela e acúçar e outro de chocolate numa lojinha que está sempre com filas, a Auntie Anne’s. Foi uma boa sobremesa!!

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E porque a cidade nos adoçou a boca e o espírito, reservámos mais 2 noites de hotel! 5 noites em Kuala Lumpur parece-nos tão bem! 🙂

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1 comentário
  1. São Abreu diz:
    20 de Julho, 2015 às 9:26 am

    Esta viagem é uma explosão de cores, cheiros, sons e sabores. Uma aventura intensa 🙂 Kuala Lumpur parece-me muito bem 🙂 Beijinho aos dois e continuação de boa viagem…..

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